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CRAS realiza Campanha de Prevenção ao Uso de Drogas PDF Imprimir E-mail
Seg, 19 de Novembro de 2018 13:58

Patrícia Cavalini

Nos meses de outubro e novembro o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Gessy Mota Formigoni realizou a Campanha de Prevenção ao Uso de Drogas. As ações do ano de 2018 foram focadas nas crianças e adolescentes da Escola Estadual Giuseppe Formigoni e das escolas municipais Adelino Honorato Bertolo e Iracema de Moraes Marchesini (distrito de Botelho), além de beneficiários dos Programas de Transferência de Renda (PTR).

O tema mais abordado foi a prevenção à iniciação ao uso de drogas a partir do álcool. Nesse sentido, a coordenadora do CRAS, Cristiane Raydan, falou sobre alguns aspectos da campanha que foram tratados com o público alvo, além de encerrá-la de forma esclarecedora a toda a população.

“O álcool é a droga lícita (venda legalizada para maiores de 18 anos) mais consumida no Brasil. É comum as pessoas pensarem que as drogas lícitas, por serem comercializadas livremente, não trazem problemas; até pensam que nem são drogas. Mas são! Como exemplo da cerveja, vinho, cachaça, que estão presentes no nosso dia a dia. É aí que mora o perigo, pois a possibilidade de se colocar numa situação de risco por causa dele é maior. Normalmente é usado para brindar nos momentos alegres, nas festas, confraternização no futebol, nos fins de semana ou depois do trabalho para relaxar. O seu consumo excessivo muitas vezes leva a problemas, isso acontece porque como resultado a pessoa pode ficar nervosa, agressiva, falar demais, incomodar quem está por perto ou se envolver em discussões e brigas”, explicou Cristiane.

“Além de prejudicar o próprio indivíduo, pode colocar em risco as pessoas ao redor, como no caso de acidentes provocados por motoristas embriagados e o aumento da violência fora e dentro de casa. O Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas sobre Álcool e Drogas, trouxe dados alarmantes a respeito dos malefícios do álcool em nossa sociedade, que sem sombra de dúvida precisa ser refletido. Com o consumo excessivo, 5% dos brasileiros já tentaram tirar a própria vida, 24% destes relataram ser relacionados com o uso do álcool. Mulheres, especialmente as mais jovens, são as que correm mais riscos, apresentando maiores índices de consumo de forma nociva; 32% dos adultos que bebem referiram já não ter sido capaz de conseguir parar depois de começar a beber; 10% referiram que alguém já se machucou em consequência do seu consumo; 9% admitem que teve problemas na família ou relacionamento; 8% admitem que já teve efeito prejudicial no seu trabalho e 4,9% perderam o emprego. Pense nisso! Já usou bebidas alcoólicas e aconteceu algo ruim em consequência desse uso? Que escolhas tem feito? Nem tudo precisa ser experimentado”, finalizou a coordenadora.