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Custos do SAMU serão compartilhados com Santa Adélia e cidades da região PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Março de 2018 18:09

Patrícia Cavalini

Desde o final do ano passado, os custos pelo funcionamento e operação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU) estão sendo divididos entre as 19 cidades da região que utilizam o serviço. A decisão se deu em reunião do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Região de Catanduva (Consirc) realizada em 2017 em Catanduva.

Alguns custos já eram divididos entre os municípios desde março, mas somente para o Centro Administrativo, o que gerava uma despesa de mais ou menos R$ 1.500 por mês para Santa Adélia. “Esse valor que foi pago de março a novembro de 2017, teve como intuito organizar o administrativo para que de fato o consócio começasse a funcionar este ano”, disseram os responsáveis pelo Consirc.

Com a nova diretoria do consórcio eleita, os novos contratos de rateio foram feitos e para Santa Adélia os custos serão de cerca de R$ 20 mil ao mês. Os contratos de rateio são divididos entre a manutenção das Unidades de Suporte Avançado (USA), Central de Regulação de Urgência e Centro Administrativo do SAMU, e o valor foi calculado de acordo com a população de cada cidade.

“Será um aumento de custos para o município, mas não podemos deixar de participar do rateio para a utilização do SAMU. Sabemos que este é um importante serviço para a população e que é necessário quando os casos são graves e precisam ser levados para hospitais de Catanduva”, disse o prefeito Guilherme Colombo da Silva.

O prefeito salienta que sem a participação nesse consórcio, os pacientes não podem ser atendidos em Catanduva. “Para entrar no Pronto Socorro, por exemplo, tem que ser através do SAMU, ou com um número dado pela Central de Regulação. De outro jeito, não é atendido. Por isso, temos que participar do consórcio, para que a população possa ser atendida nas emergências e urgências”.

Segundo a Prefeitura de Catanduva, o custo para manutenção das atividades do SAMU gira em torno de R$ 450 mil por mês. Conforme compromisso firmado, cada cidade vai arcar com percentual de acordo com o número de habitantes. Ainda de acordo com a prefeitura, a expectativa com o rateio de custos é aumentar os investimentos no serviço de socorro médico.

“O SAMU conta com três viaturas de suporte básico e uma de suporte avançado, além da Central de Regulação para atender os 19 municípios. Com o trabalho de maneira regionalizada e conjunta, a previsão é de que a estrutura seja melhorada. O objetivo do Consirc é que sejam incorporados novos veículos destinados ao serviço”, afirmaram os responsáveis pelo Consócio.

“Como várias cidades da região, Santa Adélia não têm condições de manter uma estrutura como a do SAMU, mas nos preocupamos em oferecer serviço de saúde de qualidade para todos. Diante desse quadro, mesmo que os recursos sejam escassos e passamos por uma crise, não podemos deixar de aderir e oferecer esse serviço à população”, finalizou o prefeito.