Mais de cem gestantes santa-adelienses foram acompanhadas em 2010 PDF Imprimir E-mail
Seg, 17 de Outubro de 2011 16:15

Fabrcio-Franco

Secretário de Saúde, Fabrício Franco, acompanha detalhadamente o atendimento à gestante na cidade.


As gestantes de Santa Adélia estão recebendo cuidados e atenção especial por parte da Secretaria Municipal de Saúde.

A cada ano, o número de mulheres grávidas, acompanhadas em seu pré-natal, vem crescendo substancialmente.

No ano passado pelo menos 107 gestantes foram acompanhadas no SispreNatal, programa específico que integra municípios, Estado e Ministério da Saúde na atenção e cuidados com as gestantes para reduzir as taxas de mortalidade de mães e bebês.

O programa melhora o acesso da cobertura e qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e puerpério e da assistência neo-natal. “Compreendemos que a gestação é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, sua evolução se dá na maior parte dos casos sem intercorrências. Apesar desse fato, há pequena parcela de gestantes que, por terem características específicas, ou por sofrerem algum agravo, apresenta maiores probabilidades de evolução desfavorável, tanto para o feto como para a mãe.

Essa parcela constitui o grupo chamado de “gestantes de alto risco", explica Fabrício Franco, secretário municipal de Saúde. Segundo ele, as necessidades de saúde do grupo de baixo risco são resolvidas, de maneira geral, com procedimentos simples no nível primário de assistência.

As do grupo de alto risco geralmente requerem técnicas mais especializadas e geralmente são encaminhadas para atendimento em centros de referência. “Toda gestação traz em si mesma risco para a mãe ou para o feto.

No entanto, em pequeno número delas esse risco está muito aumentado e é então incluído entre as chamadas gestações de alto risco”, aponta o secretário.

Dentre os fatores considerados de risco para uma gestação estão a idade da mãe, peso e situações externas como o uso de drogas (ver quadro ao lado). Segundo o secretário, é preciso levar em conta que existem situações evitáveis e não evitáveis.

“As evitáveis são aquelas em que a medicina e a prevenção podem ajudar a gestação chegar a termo e o bebê ser saudável, apesar dos riscos.

As não evitáveis são situações em que, apesar de todos os esforços, não conseguimos fazer com que o bebê consiga sobreviver”. Fabrício aponta que, mesmo com todas as ações desenvolvidas, há alguns casos, com o aparecimento de tais complicações, que culminam em mortes de causas não evitáveis. “Também tivemos no último ano uma taxa de nascidos vivos de 159 crianças e três óbitos, o que elevou a nossa taxa de mortalidade.

As taxas de mortalidade são geralmente classificadas em: altas (50 ou mais); médias (20-49) e baixas (menos de 20). Portanto, mesmo tendo se elevado, ainda podemos considerá-la baixa, pois totaliza 18,86”, aponta. Fabrício afirma que todos foram devidamente averiguados através do Programa de Investigação de Mortalidade Infantil. “Este programa permite investigar e coletar dados para que possamos analisar a qualidade na assistência prestada. Dentre estes casos, após investigação e avaliação, podemos concluir que todos tiveram assistência médica e acesso à Hospital de Referência”, afirma.

Fatores de Risco para a gravidez
Idade menor que 17 e maior que 35 anos
Situação conjugal insegura
Altura e peso
Síndrome hemorrágica ou hipertensiva
Ganho de peso inadequado
Diabetes gestacional
Doenças do coração, pulmão, rins ou endócrinas
Doenças infecciosas