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População deve ficar alerta quanto ao aparecimento de escorpiões no município PDF Imprimir E-mail
Ter, 04 de Dezembro de 2018 17:46

Patrícia Cavalini

A Prefeitura de Santa Adélia, através do Sercesa (Serviço de Controle de Endemias de Santa Adélia), alerta a população sobre o aparecimento de escorpiões no município. Várias cidades da região noroeste paulista estão em alerta devido ao aumento dos escorpiões.

Segundo a coordenadora do Sercesa, Fernanda Bolognini Franco, os escorpiões andam e caçam à noite, e durante o dia se escondem embaixo de pedras, tijolos, galhos, folhas, troncos caídos, telhas, galerias de esgoto e ralos, pois o sol pode matá-los por desidratação rapidamente. As duas espécies mais conhecidas e encontradas são o escorpião amarelo (Tityus Serrulatus) e o escorpião marrom (Tityus Bahiensis).

Para se alimentar os escorpiões matam animais como baratas, grilos, cupins e aranhas. São canibais, pois não recusam como alimento outros escorpiões. Possuem como inimigos as aves: galinha, coruja, gaviões e seriemas.

São animais peçonhentos que injetam seu veneno por meio de um ferrão e a gravidade do envenenamento varia de acordo com o local da picada, tempo e número de inoculações efetuadas. A picada provoca dor local imediata e intensa que aos poucos vai se espalhando podendo ocasionar febre, vômitos, suor intenso, agitação nervosa, arritmia cardíaca e dificuldades respiratórias.

Para que um acidente com escorpiões não ocorra, o Sercesa indica algumas medidas básicas de prevenção: sacuda e examine calçados e roupas antes de usar; mantenha limpos os locais próximos a residências evitando acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção; rebocar paredes e muros, pois eles se escondem nas rachaduras; mantenha o habitat familiar livre de baratas, que são reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos; não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas; use ralos protetores; use sempre calçados e luvas nas atividades rurais ou de jardinagem; cuidado ao vestir roupas e calçados, principalmente quando estão próximos ao chão; e em áreas sabidamente escorpiônicas, mantenha camas e berços a uma distância mínima de 10 cm das paredes.

“Não é recomendado o uso periódico de inseticidas para matar escorpiões, pois eles podem ocasionar intoxicação em pessoas e animais. Não que o escorpião não seja sensível aos inseticidas, mas para que seu efeito seja alcançado é preciso que ele seja banhado diretamente na aplicação, o que na prática dificilmente ocorre. O ideal é fazer uma faxina no local, usando botas e luvas e examinar com atenção todo material que possa servir de alojamento. Os que forem encontrados devem ser colocados em um recipiente plástico e encaminhados ao Sercesa, que está localizado no prédio do antigo Centro Cultural”, explica Fernanda.

O tratamento consiste na aplicação local da ferroada de um anestésico (lidocaína a 2%) e soro antiescorpiônico (obtido de escorpiões vivos). O tratamento deve ser hospitalar, de preferência com a apresentação do escorpião para facilitar o diagnóstico e o tratamento. “O grupo de maior risco são crianças, pessoas idosas e pessoas alérgicas. Em caso de picada, procure imediatamente a Santa Casa de Santa Adélia. Ela fará o encaminhamento necessário ao Hospital Padre Albino, ponto estratégico de aplicação de soros peçonhentos”, finalizou.