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Prefeitura reúne pontos comerciais geradores de resíduos para falar sobre o descarte de óleo PDF Imprimir E-mail
Ter, 10 de Abril de 2018 14:23

Patrícia Cavalini

A Prefeitura de Santa Adélia através da Secretaria de Meio Ambiente e do Setor de Fiscalização realizou uma reunião com os proprietários de postos de gasolinas, lava jatos, auto mecânicas e demais pontos onde há a geração de resíduos provenientes do descarte ou lavagem de peças automotivas e óleos.

Realizada no Paço Municipal no dia 11 de abril, a reunião teve como objetivo orientar os proprietários desses estabelecimentos sobre como descartar o material corretamente, sem prejuízos para o meio ambiente ou para o sistema de água e esgoto do município.

Servidores pertencentes aos setores de fiscalização, fiscalização ambiental, coordenação de Meio Ambiente, tributos e jurídico estiveram presentes para esclarecer todas as dúvidas. Também foi orientado sobre os estabelecimentos que precisam ou que são isentos de licenças ambientais. Além da importância de a empresa estar regularizada na Prefeitura, com todos os alvarás em dia.

“Orientamos a respeito de licenciamento ambiental, caixas filtrantes, apresentação de contrato com empresas de coleta desses resíduos, além de notas fiscais de venda cujos documentos serão exigidos para renovação de alvará. Todos os proprietários foram notificamos e terão um prazo de 60 dias para regularização. Caso não regularizem, estão sujeitos a lacração e suspensão de funcionamento”, explicou Flávia Banhos Hercolin, coordenadora de Meio Ambiente.

Flávia explicou que o óleo lubrificante usado ou contaminado, por não ser biodegradável, leva dezenas de anos para desaparecer na natureza. Quando vaza ou é jogado no solo, inutiliza-o, tanto para a agricultura, quanto para edificações, matando a vegetação e os micro-organismos e destruindo o húmus, além de causar a infertilidade da área, que pode se tornar uma fonte de vapores de hidrocarbonetos.

Quando dispensado no solo, a substância pode atingir o lençol freático, danificando os poços da região de entorno. Um litro de óleo lubrificante pode contaminar um milhão de litros de água. Além disso, se jogado no esgoto, ele irá comprometer o funcionamento das estações de tratamento de água, chegando, em alguns casos, a causar a interrupção do funcionamento desse serviço essencial. Ele também contém elementos tóxicos, como cromo, cádmio, chumbo e arsênio, oriundos da fórmula original ou absorvidos do próprio motor do equipamento. Esses contaminantes são, em sua maioria, bio-acumulativos (permanecem por longos períodos no organismo) e causam diversos problemas graves de saúde.

“Por isso nossa preocupação em orientar esses proprietários para que façam o descarte correto”, finalizou a coordenadora.