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Volta da chuva acende alerta contra o Aedes aegypti PDF Imprimir E-mail
Ter, 10 de Outubro de 2017 13:03

Fique alerta para os sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya

Patrícia Cavalini

A Prefeitura de Santa Adélia, através Sercesa (Serviço de Controle de Endemias), alerta para o surgimento de novos focos do mosquito Aedes aegypti, já que com o início do período chuvoso, a tendência é que ocorra acúmulo de água e proliferação do mosquito.

Fernanda Bolognini Franco, coordenadora do Sercesa, explica que o mosquito da dengue é um exemplo de sobrevivência. Cada um de seus ovos pode permanecer até 450 dias no seco, esperando o primeiro contato com a água. Depois deste contato, bastam de 7 a 12 dias para que ele se torne um indivíduo adulto. A fêmea do mosquito vive, em sua forma adulta, de 30 a 35 dias, e bota de 100 a 300 ovos em cada postura, o que pode acontecer até uma vez por dia, dependendo da disponibilidade de sangue (ela necessita sugar sangue para que haja a maturação dos ovos). Para que ocorra a transmissão da dengue a fêmea do Aedes aegypti (que é a que se alimenta de sangue, já que o macho é vegetariano) necessita, primeiro picar uma pessoa infectada.

O Sercesa solicita à população que adote os cuidados necessários para evitar a ocorrência de focos, uma vez que 90% deles estão em residências. “Já tínhamos um caso de dengue registrado no início deste ano e agora tivemos a confirmação de mais um na cidade, por isso pedimos a ajuda de toda a população para combater o Aedes aegypti”, pediu a coordenadora.

“Por isso é preciso manter os cuidados e redobrar a atenção de todos para que evitem locais que acumulam água e que podem servir de criadouro para o mosquito”, alerta o secretário municipal de Saúde, Fabrício Franco. “Eliminar os criadouros é a única solução para impedir o aumento da doença”.

A equipe do Sercesa pede que os moradores façam vistorias constantes em suas casas e quintais, especialmente em vasos de flores, bebedouros de animais, ralos externos e internos, bandejas de ar condicionado e de geladeiras, vasos sanitários desativados ou pouco utilizados, material descartável como copos plásticos e garrafas pet e todos os outros locais que possam acumular água.

“Se cada um evitar água parada em suas casas, será possível impedir o nascimento da grande maioria dos mosquitos. Lembrando que dengue se combate todos os dias”, disse Fernanda.

“Estamos orientando as pessoas para procurarem atendimento médico, caso surjam sintomas como febre alta, dores de cabeça, dores no fundo dos olhos, nas juntas e com manchas vermelhas pelo corpo, procurar a unidade de saúde mais próxima de casa”, finaliza a coordenadora.